Ainda frágil, a mulher é refém do MEDO. Tudo é muito lindo na teoría mas não adianta erguermos a bandeira da igualdade, porque somos diferente do homem. Somos dois espécimes distintos. Muitas crianças são abusadas sexualmente por seu pai, tio, primo, avô ou vizinho bonzinho e indefesas, crescem aprisionadas pelo MEDO. Sentem-se culpadas e se calam... Os mestres da retórica confundem-nos o tempo todo e para a fêmea resta apenas um grito sufocado. _Você provocou? _Porque você, tão jovem, mora sozinha? _Ah, você é tão sexy... _Que roupa você estava usando? _Filha, vá no colo do titío, ele só quer te agradar. _Vá morar coma tia, ela vai te dar uma vida melhor. Isabella, Madelleine, menina L. de Goiania, 12 anos, torturada por Silvia Calabresi, e a jovem Elizabeth, austríaca aprisionada e abusada pelo pai, por 24 anos...24 anos? Não acredito, essa criança nasceu e cresceu sendo refém do MEDO. _"Ah, mas porque não contou pra ninguém? Porque não gritou? Porque não pediu ajuda? Claro que ...