
Ainda frágil, a mulher é refém do MEDO.
Tudo é muito lindo na teoría mas não adianta erguermos a bandeira da igualdade, porque somos diferente do homem.
Somos dois espécimes distintos.
Somos dois espécimes distintos.
Muitas crianças são abusadas sexualmente por seu pai, tio, primo, avô ou vizinho bonzinho e indefesas, crescem aprisionadas pelo MEDO.
Sentem-se culpadas e se calam...
Os mestres da retórica confundem-nos o tempo todo e para a fêmea resta apenas um grito sufocado.
_Você provocou?
_Porque você, tão jovem, mora sozinha?
_Ah, você é tão sexy...
_Que roupa você estava usando?
_Filha, vá no colo do titío, ele só quer te agradar.
_Vá morar coma tia, ela vai te dar uma vida melhor.
Isabella, Madelleine, menina L. de Goiania, 12 anos, torturada por Silvia Calabresi, e a jovem Elizabeth, austríaca aprisionada e abusada pelo pai, por 24 anos...24 anos? Não acredito, essa criança nasceu e cresceu sendo refém do MEDO.
_"Ah, mas porque não contou pra ninguém? Porque não gritou? Porque não pediu ajuda? Claro que estava gostando, facilitou e depois viu que não podía brincar com fogo, essas meninas, essas mulheres, essas fêmeas são todas safadas!!!"
Eu já ouvi esses mesmos questionamentos, feito aos judeus, refém dos nazistas.
Porque eles não se rebelaram? Eles eram milhares...porque não se defenderam? porque não se uniram e gritaram ao mundo seu pedido de socorro?
Eu não tenho ainda muita certeza dos motivos que levam as pessoas, diante de uma agressão, a ficarem passivas, mas eu creio que uma dose de ingenuidade, de boa fé, de submissão e mais o ingrediente MEDO, devem estar envolvidas nesse processo.
Não gritou?
É que o grito ficou lá...preso na garganta e o MEDO não deixou ele sair...
É que o grito ficou lá...preso na garganta e o MEDO não deixou ele sair...
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