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Sem noção.

Nossa, fazía muito tempo que eu não saía de casa pra uma esticadinha na night (balada, festa), surgiu um convite de uns amigos esta semana e eu com meu maridoso fomos.
Resultado:
Socorro!! Eu to ficando velha? Os sintomas da impertinencia estão me pegando?
Eu nunca imaginei que a "balada" da juventude de hoje fosse tão chata, hum..acho que chata não é a palavra, tão...sem noção. BINGO!!
É isso, eles dizem que tudo é mó sem noção, mas eles não tem noção, do quanto a festa que eles curtem é sem noção.
Bem, vou começar falando da música, mas na verdade não enumerarei muitas coisas, somente duas.
Música.
As casas são lindas, isso é bem bacana, a decoração é de encher os olhos, mas a música...ts, ts, ts.
A começar pela acústica, a gente perde uns 40 segundos pra começar a reconhecer a canção executada.
Uma banda abre a noite com repertorio razoável, pop, rock e quando começa a ficar legal eles anunciam que uma dupla sertaneja está se preparando para entrar...huuuuuuuuu.
Dupla sertaneja em baladinha?????
Ahh, eu não gosto, não sou abrigada a gostar.
O meu lado brega só me permitiu abrir exceção para UMA dupla atual e eles teríam que, ao menos ser bem bonitos, mas eu não vou abrir este segredo que está guardado a 7 chaves, pelo menos hoje.
Eu amo música sertaneja raiz, ou então as modas de viola e me recuso a aceitar que chamem de "música sertaneja" isso que essas duplas fazem por aí, por mim que façam leilão e que o comprador leve tudo pra bem longe, lá pra perto dos quinto dos inferno e que seja bem egoísta e não deixe ninguém escutar.
Bem (respiro fundo...), chega aquela dupla de músicos, a dupla pode ser sertaneja mas a música é "BREGANEJA", e faz seu show. Quando você pensa que vai acabar, eles anunciam a chegada da "verdadeira" dupla que vai cantar na noite...huuuuuuuu.
Tudo isso em pé, pois existem meia dúzia de mesas num espaço de uns 600 m² e claro, quem está lá não sai nem por decreto.
Eu estava usando um salto maravilhoso e já estava em pé a duas horas e meia, a felicidade com que cheguei ao local estava se esvaindo, comecei a ficar melancólica, triste...deprimida.
Enfim, a dupla esperada chegou...huuuuuuuuu.
Eu vibrei com aquela guitarra e passados 40 segundos identifiquei que a música executada para abrir o show era nada menos do que "sweet child o' mine" do Guns 'n Roses e eu pensei "_ah, que legal, me enganaram direitinho, agora a festa vai bombar!! " Olhei para o maridoso, abri um largo sorriso e comecei a curtir, ensaiei uns passinhos (meio antiquados, é claro, mas também não tenho mais 18, quase sou de 18, huahuahua) e de repente a canção foi interrompida e emendaram uma sertaneja muito conhecida "Quem tem mulher que namora quem tem burro empacador, quem tem a roça no mato me chama que jeito eu dou..."
Eu gosto muito dessas duas músicas, MAS NÃO COMBINA NA BALADA!!!
Tião Carreiro e Pardinho são unanimidades, me compreenda, por favor.
Com 3 horas e meia em pé, o meu sorriso se perdeu e eu pensei em forjar um desmaio para conseguir ao menos uma cadeira para que pudesse repousar meus lindos pezinhos, lindos e grudentos, nunca vi tanta cerveja derramada no chão, ou pensei em mentir pra alguma garota sentada que a mãe dela estava esperando por ela lá fora etc, mas reconsiderei pois percebi que a dor nos meus pés já estava afetando o cérebro, melhor manter um nível saudavel de sanidade.
Enquanto a música(?) rolava solta eu apreciava as garotas se movendo e os rapazes observando-as, essa parte não mudou, os paqueradores continuam iguais, a vantagem é que nos anos 80/90, a música lenta ajudava na hora de começar um namoro, hoje é uma pergunta que define se vai rolar ou não "_Você tá no orkut?"
Hoje sem msn não dá pra começar nenhum relacionamento, SEM CHANCE.
Nossos amigos estavam muitos felizes, ops, ando assistindo muito o casal Nardoni, só que eu não estava achando mais nada engraçado, primeiro que eu não entendia nada daquilo que gritavam no meu ouvido, segundo que a dor no meu pé estava insuportável, mas para não ser antipática, se eles falavam e riam, eu ría também e balançava um pouco a cabeça, ai ai.
Chega de música.
A segunda coisa que eu quero falar é...nossa, como a moçada está... sem noção.
Dibo azim* , eles bebem e todas as latinhas e garrafas de vidro vão para as lixeiras.
NÃO!!!! VÃO PARA O CHÃO!
Onde eles bebem eles descartam as embalagens, então você fica tropeçando o tempo todo nas latas que ainda tem cerveja dentro, e aquilo vai metade em seu pé e metade para o chão e fica liso, e as garrafas de cerveja long neck se quebram e fica horrível e perigoso aquele monte de entulho em toda parte, e a minha filha vai as vezes nesse lugar e pode cair nos cacos e se machucar!! MEU DEUS!!

Fomos para casa, mas não sem antes meu marido comentar que ouviu um dos cantores falar, que durante a canção que ele interpretaría, muitas garotas perderam a virgindade.
Ahhh seu cantor, se é pra falar bosta, fique de boca fechada. Me compreenda, por favor.
Sem noção.

*Dibo azim= tipo assim.

Comentários

Oi Marcia!
Que legal vc ter um blog!
Seu cantinho está muito lindo, e a historinha da balada, muito boa..Realmente as coisas mudaram muito. Eu me lembro que no meu tempo(anos 70)os bailinhos e as músicas eram muito diferentes, mas certamente era muito gostoso também. Eu já tive blog, aliás 4 e acabei, a gente acaba viciada nesse tipo de entretenimento, é muito legal. Por curiosidade, caso queira o endereço é: http://www.paocomazeite.blogger.com.br. Ele está desativado, mas era muito legal.
Bjs,
Estanqueiro.
Marcia Camargo disse…
Oi estanqueiro!!
Que legal você ter vindo aqui!!
Está por que bandas? Nas terras de Obama? Eu já visitei seu bolg, mas voc~e(tanto quanto eu), precisa ser mais escrivinhador, huehuehue.
Beijoss***

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