Mas teve também o seu Esteffano Yanulk, ele entregava leite pra nós, em casa. Todos os dias ele vinha de sua chácara, de carroça, carregada com leite, pepinos em conserva, linguiça, queijos e ovos. Trazia para nós uma garrafa de vidro com um litro de leite, deixava na porta da frente a cheia, e levava a vazía, devidamente limpa, lavada e fervida. Minha mãe me contou que meu pai as vezes demorava bastante para pagar...mas ele nunca cobrava. Sabía da nossa condição. Ele nunca batía em casa, deixava o leite e ía embora, naquela época isso era possível, hehehe, quando acordavamos o leite estava lá. Mas havía um dia em que ele entrava e batía na porta, então meu pai sabía que ele estava precisando de dinheiro e lhe dizía para que no outro dia ele esperasse para receber. Mas ele não cobrava, ele batía na porta e dizía que quería saber como estávamos. Que coisa mais querida do mundo! O seu Esteffano era assim, entregava o leite na confiança de que, as vezes podería demorar uns tres meses, mas...