Um dia desses eu estava lendo o Beredicht, ele é um "isqueiro" do site do Luciano Pires,e ele contava de sua postura na juventude, as serenatas, dar lugar a uma mulher ou pessoa mais velha enfim, as atitudes gentis, e meu pensamento voou, comecei a lembrar de atitudes de pessoas, que nos desconcertam, positivamente.
Uma coisa que eu procuro sempre cuidar, não sou perfeita é claro, mas tento ficar atenta, para não praticar a ingratidão.
Eu considero a ingraditão, um defeito de caráter horroroso.
É muito comum uma pessoa fazer muitas coisas excelentes, e pisa na bola uma única vez, e essa vez é suficiente para apagar tudo de bom que fez...não é muita ingratidão?
As vezes não enxergamos o esforço e até o sacrifício envolvido numa ação, por mais simples que seja, e a crítica toma o lugar da gratidão.
Mas o que eu quería neste espaço que abri, é dar lugar a gratidão.
Na minha vida passaram muitas pessoas que foram fundamentais para a minha formação, seus bons exemplos me inspiraram e inspiram até hoje, mesmo que eu nunca tenha dito isso a elas.
As vezes são histórias que nossos pais nos contam, comigo é assim, absorvo e fico grata, mesmo que a ação não tenha sido ligada diretamente a mim.
Uma situação é a seguinte.
Nós éramos bem pobres, meu pai enfrentou sempre muita dificuldade financeira, e meu irmão do meio ía para a escola com o material dentro de um saco plástico de arroz, muito comum isso né, garanto que muitos daqui também viveram isso.
Um dia bateram palmas em nossa casa e minha mãe foi atender.
Era o "Professor Nadal", com um embrulho embaixo do braço.
Ele disse que meu irmão era um bom menino e achava que ele se sentia constrangido diante dos colegas que tinham maletinha para colocar os materiais enquanto ele usava um saco plástico de arroz.
O professor Nadáu pediu que minha mãe não "levasse a mau" mas quería dar a ele uma maleta.
Eu era bem pequena, mas lembro daquele dia, de minha mãe sentindo-se envergonhada e da carinha de felicidade do meu irmão quando recebeu o presente, ele devería ter uns treze anos e realmente, a maleta fez diferença na vida dele.
E eu nunca conheci o professor Nadáu, mas a atitude dele fez grande diferença na minha vida.
Eu penso na sensibilidade dele, em não entregar na frente de todos, para não constranger meu irmão ainda mais.
Mais do que sensibilidade, ele teve um despojamento muito grande, rejeitou a vaidade, foi humilde, preferiu o anonimato aos aplausos.
Ele deve ter comprado a pastinha com seu dinheiro, não pediu a ninguém e nem pegou algo usado por seus filhos para doar.
Ele nunca mais voltou a nossa casa, nem pra saber se a maletinha ainda existía, nem pra cobrar notas melhores do meu irmão, por conta da ajuda que prestou.
Eu não conheço o professsor Nadáu, nem sei se estou escrevendo corretamente o seu nome, mas sou grata a ele.
Obrigada professor Nadáu.
Por mais simples que seja a atitude, é realmente nelas que a gente encontra maior sentido, o mundo está cheio de péssimos exemplos, por isso mesmo, ainda é tempo e necessário se faz, resgatar valores para o ser humano.
Vamos lá, expresse a sua gratidão por alguém, aposto que você tem muita gente para agradecer.
escreva para ela, ou para você mesmo, ligue, bata a sua porta e lhe agradeça.
Talvez essa pessoa já tenha partido e você não agradeceu, mas vale contar a sua história e faze-la reviver.
Beijocas a todos e boas recordações.
Uma coisa que eu procuro sempre cuidar, não sou perfeita é claro, mas tento ficar atenta, para não praticar a ingratidão.
Eu considero a ingraditão, um defeito de caráter horroroso.
É muito comum uma pessoa fazer muitas coisas excelentes, e pisa na bola uma única vez, e essa vez é suficiente para apagar tudo de bom que fez...não é muita ingratidão?
As vezes não enxergamos o esforço e até o sacrifício envolvido numa ação, por mais simples que seja, e a crítica toma o lugar da gratidão.
Mas o que eu quería neste espaço que abri, é dar lugar a gratidão.
Na minha vida passaram muitas pessoas que foram fundamentais para a minha formação, seus bons exemplos me inspiraram e inspiram até hoje, mesmo que eu nunca tenha dito isso a elas.
As vezes são histórias que nossos pais nos contam, comigo é assim, absorvo e fico grata, mesmo que a ação não tenha sido ligada diretamente a mim.
Uma situação é a seguinte.
Nós éramos bem pobres, meu pai enfrentou sempre muita dificuldade financeira, e meu irmão do meio ía para a escola com o material dentro de um saco plástico de arroz, muito comum isso né, garanto que muitos daqui também viveram isso.
Um dia bateram palmas em nossa casa e minha mãe foi atender.
Era o "Professor Nadal", com um embrulho embaixo do braço.
Ele disse que meu irmão era um bom menino e achava que ele se sentia constrangido diante dos colegas que tinham maletinha para colocar os materiais enquanto ele usava um saco plástico de arroz.
O professor Nadáu pediu que minha mãe não "levasse a mau" mas quería dar a ele uma maleta.
Eu era bem pequena, mas lembro daquele dia, de minha mãe sentindo-se envergonhada e da carinha de felicidade do meu irmão quando recebeu o presente, ele devería ter uns treze anos e realmente, a maleta fez diferença na vida dele.
E eu nunca conheci o professor Nadáu, mas a atitude dele fez grande diferença na minha vida.
Eu penso na sensibilidade dele, em não entregar na frente de todos, para não constranger meu irmão ainda mais.
Mais do que sensibilidade, ele teve um despojamento muito grande, rejeitou a vaidade, foi humilde, preferiu o anonimato aos aplausos.
Ele deve ter comprado a pastinha com seu dinheiro, não pediu a ninguém e nem pegou algo usado por seus filhos para doar.
Ele nunca mais voltou a nossa casa, nem pra saber se a maletinha ainda existía, nem pra cobrar notas melhores do meu irmão, por conta da ajuda que prestou.
Eu não conheço o professsor Nadáu, nem sei se estou escrevendo corretamente o seu nome, mas sou grata a ele.
Obrigada professor Nadáu.
Por mais simples que seja a atitude, é realmente nelas que a gente encontra maior sentido, o mundo está cheio de péssimos exemplos, por isso mesmo, ainda é tempo e necessário se faz, resgatar valores para o ser humano.
Vamos lá, expresse a sua gratidão por alguém, aposto que você tem muita gente para agradecer.
escreva para ela, ou para você mesmo, ligue, bata a sua porta e lhe agradeça.
Talvez essa pessoa já tenha partido e você não agradeceu, mas vale contar a sua história e faze-la reviver.
Beijocas a todos e boas recordações.
Comentários
O Nadal (acho que assim que você escreveu) em também não conheci, mais passei a conhecer a Explicita e queria agradecer pelo teste de português lá no Luciano que você deixou e procurando a resposta, já estou aqui aproveitando e sendo grato (percebeu o gancho). Mais tem a resposta, onde?? Curioso sim, e olha que isso é qualidade (curioso do bem, de coisas que somam e acrescentam algo).
Voltando ao Nadal, acho que existem muitos Nadais (desculpe pelo pleonasmo)por esse Brasil varonil que não aparecem. Fazem dos seus atos simples, coisas grandiosas aos olhos dos necessitados, carentes, sedafortunados ou um outro adjetivo que melhor se enquadre.
Minha mãe já dizia a muito, atos simples, coisas pequenas, gestos lentos e um sorriso, transformam-se em milagre nas mãos das pessoas em momentos certos.
Saudações a você e mais uma vez grato por você existir e logo de onde, da cidade que também foi do meu pai um dia. Não conhecia até este momento mais ninguém daí, coicidência, não acredito em coicidências.
Eita, mas você não leu a respostinha d teste de português? O Luciano Pires matou a charada, a resposta dele está correta. Mas você está em que país? E seu pai é paranaense?
Legal você ter vindo aqui, obrigada por sua leitura e comentário.
Volte sempre, beijos.
Gostei do seu espaço. Vou lê-lo mais.
Sobre gratidão, sou ouvinte assíduo do Flávio Gikovate na CBN (www.cbn.com.br). O Flávio, tempos atrás, bateu na tecla da ingratidão, mas não de forma ampla, ele tratou exclusivamente da ingratidão para com os pais.
A exposição tem essa simplicidade:
- Os pais criam os filhos para o mundo. Certo.
- O mundo arrebata os filhotes. Beleza!
- Na velhice dos pais, os filhos não retornam para ajudá-los.
Ele considera isso uma ingratidão dos tempos modernos. Pode ser que essa modernidade passe a chamar isso de "fazpartedavida". Mas não deveria fazer parte da morte. Os idosos morrerem sós, com pouca ajuda, porque os filhos estão se levando apenas.
Em tempos de outrora, os filhos cresciam, procriavam e viviam próximos: na mesma cidade, na mesma rua, ou na mesma casa. Isso era uma garantia de que a velhice seria sempre e melhor amparada.
O que você acha disso? Abraço.
Tive a curiosidade de entrar no seu blog. Lindo!
Gostoso! Senti-me literalmente "em casa" e sensibilizado fiquei com sua referência à minha pessoa.
A única coisa que sinto realmente é a sua falta no FORUM DO BEREDICTH, onde sua presença inicial despertou muitas esperanças de conter, ali, uma pessoa do seu quilate, com a sua formação...
De qualquer forma, Marcia, parabéns por tudo o que lhe aconteceu, acontece e acontecerá, pois com seu pacto-com-Deus, de informá-Lo de tudo de bom que pode colocar no mundo, por certo Ele haverá de abençoá-la sempre.
Um beijo
Beredicth